quinta-feira, setembro 14

Decrescendo





Há alguns meses a minha irmã disse-me que​ eu "tinha" que ler um romance não publicado, um livro escrito na língua de Shakespeare. Apesar de ser uma leitora ávida e bastante ecléctica não é frequente ver-lhe o entusiasmo com que me falou deste escritor, um Irlandês apaixonado por Lisboa... um homem sui generis.
Levei semanas a pegar no livro e nas primeiras linhas cheguei a pensar que a admiração pessoal poderia ter influído na reacção entusiástica da minha irmã mais velha.
Mas quando dei por mim estava a passar as páginas com uma sensação há muito perdida, a sensação de estar perante algo diferente, um raciocínio inovador, uma escrita "própria".
Gerry Brennan escreveu o seu romance "Decrescendo" com a profundidade de um conhecedor e grande amante da palavra escrita. Nele, um fluxo poético encantatório e uma sensibilidade subtil são frequentemente desmontados ou completados por um sarcasmo mordaz e inteligente; conseguindo manter uma narrativa coerente​ entre-cruzada com uma miríade de textos apenas aparentemente não interconectados.
Ao sermos confrontados  com os fantasmas da nossa cultura judaico-cristã revisitamos momentos chave da história, da política e da filosofia ocidentais do século XX em textos por vezes teatralizáveis plenos de humor. Aqui, a dor essencial da nossa mortalidade é-nos devolvida num jogo de espelhos e surpreendemo-nos emocionados ao ser tocados pela sensibilidade delicada de quem nasceu poeta.
Como um vinho precioso, este livro quando o saboreei lentamente depois de o deixar respirar revelou-se singular.
Soube agora que "Decrescendo" se publica em Nova Yorque pela editora Pski's Porch  e espero que brevemente possamos lê-lo numa tradução que lhe faça justiça na língua de Camões.

Jaime Bulhosa

sexta-feira, agosto 4

Calma Cristo, Calma!


Dentro de um livro antigo encontramos um teste de História de um aluno do liceu. O aluno respondia assim a uma das perguntas do professor sobre o aparecimento do cristianismo:

Foi o anjo Gabriello quem anunciou à Virgem Maria que seria a mãe de Jesus. Em seguida, ela entrou numa clínica para sofrer a intervenção do Espírito Santo.
Os magos levaram à sagrada Família ouro, incenso e uma garrafa de mira. Mas Herodes queria matar o menino Jesus; então S. José levou imediatamente todos num «Jeep».
Voltaram depois a Jerusalém, onde Jesus se perdeu. Para o encontrar, S. José prometeu queimar uma vela a Santo António.
Jesus foi baptizado por S. João Baptista. Este alimentava-se de gafanhotos: era o maior insecticida do deserto.
Mais tarde, Jesus teve discípulos, entre os quais Simão-Pedro, que era um pescador invertebrado. Jesus foi crucificado entre dois ladrões. Quando ressuscitou, apareceu primeiro às mulheres, para a notícia se espalhar mais depressa. Fora vendido por Judas por trinta dólares.
Os primeiros cristãos foram atrozmente perseguidos; por exemplo, Blandina foi levada aos toiros.
Os papas sempre viveram em Roma. São celibatários de pais a filhos. O primeiro chamava-se Rómulo.

sexta-feira, julho 14

A nosso jarra de flores



Ele deu-lhe dez flores, nove eram de verdade e uma delas feita de papel de um livro. Então o rapaz disse: "Eu vou amar-te, até que a última delas morra..."

Autor desconhecido

quarta-feira, julho 12

Um grande problema


Estava o dia a correr sem problemas na livraria. Um daqueles dias em que não se aprende muito. A rotina e o tédio tomavam conta de mim, quando entra um cliente que pergunta:

- Será que me podia informar se tem um livro que me ajude a resolver o meu problema?
O livreiro está habituado a resolver os problemas dos clientes, razão pela qual não estranhou a pergunta:
- Com certeza. Já agora, não me leve a mal. Qual é exactamente o seu problema?
- Pois, aí é que está o busílis. – Afirma o cliente encolhendo os ombros em sinal de frustração, enquanto prossegue – Não consigo, acredite em mim e com toda a honestidade, dizer-lhe qual o meu problema.
Agora o livreiro começa, verdadeiramente, a prestar atenção ao problema.
- Como assim, não me pode dizer qual o seu problema!?… Como poderei ajudá-lo se não me disser qual é o seu problema?
O cliente, meio atrapalhado, responde:
- É como lhe digo. Contudo, consigo soletrar devagar o título do livro com o meu problema.
- Bem, sendo assim, venha daí o título soletrado – diz o livreiro, já com alguma falta de paciência.
- Então cá vai, mas é melhor tomar nota. O título do livro tem as seguintes letras: H I P O P O T O M O S T R O S E S Q U I P E D A L I O F O B I A.
- Como!?... Está a gozar comigo? Hipopotomonstrosesquipedaliofobia – Diz o livreiro a enrolar a língua e a gaguejar por todos os lados, ruborizando enquanto tenta pronunciar a palavra.
O cliente, vendo tanta atrapalhação, faz uma expressão de sincera compreensão e diz com compaixão  ao livreiro:
- Ah, vê! Você também sofre do mesmo problema. É uma chatice, na verdade, não é?


Nota: Hipopotomonstrosesquipedaliofobia é uma palavra inventada como uma brincadeira que, por se ter tornado relativamente conhecida e divulgada, acabou por ser tomada como séria por muitas pessoas que não conhecem a sua origem. A hipopotomonstrosesquipedaliofobia é um distúrbio que se caracteriza pelo medo irracional (ou fobia) de se pronunciar palavras grandes ou complicadas.

Jaime Bulhosa

quinta-feira, julho 6

Prateleira de livreiros


Não sei que idade teria quando entrei pela primeira vez numa livraria, mas sei que foi pela mão do meu pai. Era o seu passatempo favorito: ir por Lisboa errando, de livraria em livraria. E eu, tentando acompanhar os seus passos gigantes, corria ao lado dele, enquanto ele me explicava que existiam livrarias que eram «cemitérios de palavras cheias de teias de aranha que se eternizam nos cantos dos móveis». Outras havia em que «as palavras se envergonhavam e onde poderíamos encontrar de costas voltadas, para que não fossem reconhecidos, Shakespeare e Goethe». Nalgumas livrarias seríamos bem-vindos, noutras o meu pai sabia que não iria encontrar nada que lhe interessasse e que seríamos observados com ar aborrecido. Havia ainda outras onde alguns livros gritariam: «Socorro, tirem-me daqui!» Mas todas elas tinham um nome para além do seu nome: o nome do livreiro que lá estava. A livraria do senhor Vicente, a do senhor Barata, a do senhor Braga, a do senhor Armando, a do senhor Nuno de Cascais. Hoje ainda temos livrarias com nome, ainda que sejam quase todas do "monsieur" Fnac ou Bertrand...

Jaime Bulhosa

sábado, março 11

Março, mês da poesia


ESPELHO DO CARRASCO

Dizes  tu que és poeta?

De onde vens? Sinto a tua pele
      lisa e doce

Carrasco, ouves-me?

Presenteei-te com a sua cabeça
Leva-a e traz-me a pele
Que esteja intacta
A pele é para mim o mais desejável
O mais caro, o mais belo

A tua pele ser-me-á tapete
Será do mais fino veludo

Disseste que és poeta?

ADONIS
in   O Arco- Ìris do Instante -  Antologia poética
Introdução, selecção e tradução de
Nuno Júdice
 Dom Quixote, 2016



sexta-feira, fevereiro 17

O sexo vende mais

Toda a gente sabe que os livros se vendem, muitas vezes, por impulso. O conteúdo pouco importa, o que conta são as capas e não há nada como colocar uma «pequena» sugestão sexual, muito imperceptível ou talvez sem «querer», para que o sucesso de vendas seja garantido. Ora, é aqui que está o senão da questão… rapidamente se resvala para o mau gosto ou não!?...


Segue uma lista de livros para ilustrar o que digo e atenção a alguns títulos:  










terça-feira, fevereiro 7

Deus é cultura


O facto de se trabalhar com livros pode transmitir, erradamente, a ideia de que um livreiro deve ter resposta para tudo e o pior é o próprio acreditar que isso é verdade.


- Por favor, posso fazer-lhe uma pergunta? Como trabalha com livros deve ler muito, não é?

- Uhmm! Sim… mais ou menos.


- Então diga-me, conhece o afresco «A Criação de Adão», de Miguel Ângelo, da Capela Sistina?

- Sim, já lá estive.

- E já reparou que do lado esquerdo da pintura se encontra Adão?

- Sim!?...

- Por isso, já reparou que Adão tem umbigo?... Ora, sendo ele o primeiro homem a ser criado, não devia ter umbigo, porque não nasceu de nenhuma mulher. Não acha? Aliás, o próprio Miguel Ângelo, na altura, colocou essa mesma questão à Igreja.

- Uhmm, bem, não sei…

- Também deve ter reparado que do lado direito da pintura se encontram, Deus, Eva, alguns anjos dentro de um manto que representa um cérebro humano. Será que Miguel Ângelo quis dizer que Deus é apenas uma invenção do nosso cérebro?

- Pois… Talvez!?...

- Deve estar, agora, preparado para me responder a mais esta pergunta: A imortalidade de Deus é uma consequência inevitável da sua própria condição de Deus, ou uma opção?

- Ah! Essa eu sei! Só pode ser consequência, senão há muito que Ele teria morrido de tédio, não acha?


Jaime Bulhosa

terça-feira, janeiro 24

Obra-prima




Todo o escritor sabe que o seu maior desígnio é escrever uma obra-prima. Mas também sabe que uma vez escrita a sua vida estará cumprida. É por esse motivo que os escritores retardam ao máximo a sua publicação. E é só por isso e por mais nenhuma razão que, na sua grande maioria, jamais chegam a publicar uma.

Livreiro anónimo à procura do que escrever

quinta-feira, janeiro 19

Escritores há muitos


Tenho por hábito espreitar no facebook textos de pessoas que gostam de escrever, contos, pensamentos, etc. Leio algumas frases só para ver se me convencem. A maior parte das vezes, infelizmente ou felizmente, choro de rir com algumas frases escritas e tomo nota. Já vão perceber porquê. Eis alguns exemplos:



«Voltou da guerra com uma perna que tinha perdido.»

 «O velho camponês era cego: mas, apesar disso, compreendia perfeitamente o português.»

«Desceu quatro a quatro os três degraus da escada.»

«Os futuros esposos ficaram fixados durante quinze dias à porta da repartição do Registo Civil.»

«Sob o véu, a noiva tinha um ar quase virgem.»

«A minha prima Sofia é muito gentil, desde que lhe façam todas as vontadinhas.»

«Ernesto é canhoto. Sem dúvida Ernesto serve-se das xícaras com as asas do lado esquerdo, inventadas por Afonso Allais para canhotos.»

«Um peixe gemia na extremidade da linha.»

«Minha avó vive sozinha no campo. Possui uma galinha e um cão. Em cima dum banco cacareja todo o dia.»

«O peixe voador, encharcado em água, caiu no barco com ruído seco.»


«Após a morte, os cadáveres podem ser enterrados ou incinerados. Aqueles que não gostarem disso podem ser imortalizados.»

Jaime Bulhosa

terça-feira, janeiro 17

Você pode escrever um livro e eu também


Se julga que escrever um romance é difícil e é só para alguns predestinados, engana-se! Escrever um livro está agora ao alcance de todos. Olhe à sua volta e repare na quantidade de gente que anda por aí a escrever livros. É porque não é difícil... Não sabe como eles conseguem? Então eu digo-lhe. Escreva no Youtube a frase «How to write a book» e já está. Terá à sua disposição dezenas e dezenas de vídeos cheios de dicas acerca de como escrever um livro. E não são truques para escrever apenas um livro qualquer. São para escrever um verdadeiro «bestseller», claro! Escusado será dizer que, para escrever um «bestseller», vai ter de pagar o curso completo. Mas o que é isso comparado com os benefícios que a tarefa pode significar?

Todos estes vídeos têm uma coisa em comum: são todos da responsabilidade de escritores famosos e todos eles foram galardoados no mínimo com o Booker Prize. Não acredita? Basta reparar em nomes como por exemplo… Agora de repente não me lembro de nenhum, mas sei que são todos muito conhecidos.

Os vídeos começam quase sempre por dizer que para escrever um livro é necessário ter uma ideia. Ora isso é facílimo. Eu, por exemplo, farto-me de ter ideias, ainda que normalmente só dêem para 500 caracteres e, no melhor dos casos, para escrever um post num blogue. Mas quantos livros não nascem de blogues? Ah, pois… Convém é que seja de um bom bloguer, não é?… Mas não desanimemos!
Depois da ideia, temos de construir as personagens. Isto também não é difícil. Pense por exemplo em pessoas que conhece: os seus vizinhos e familiares, ou então em pessoas conhecidas, figuras públicas. Mude-lhes o nome e já está. Se faz questão de escrever mesmo um «bestseller», então vai ter de construir as suas próprias personagens, sobretudo as femininas, dotadas de grande carga psicológica e avidamente sofredoras por causa dos homens belos, encantadores, ricos e pérfidos como as cobras. Sucesso garantido, dizem eles… os tipos dos vídeos.

Alguns destes vídeos, poucos, também dizem que convém, quando se pretende escrever um romance, ter-se lido alguns. Pois isto é que me lixou! Porque fui à procura de «How to read a book» no Youtube e só encontrei um vídeo, o qual apenas ensinava a ler manuais de electrodomésticos. Sendo assim, fico-me por escrever uns posts ou então uns versos para uma canção, pode ser que ganhe um Prémio Nobel da Literatura como o outro. Aposto que deve haver imensos vídeos que ensinam como fazê-lo.


Jaime Bulhosa

terça-feira, dezembro 20

Natal



Na época de Natal há sempre uma amorosa velhinha que deseja «um livro para uma inválida» ou uma velhinha que só quer um livro dos novos porque dos velhos já leu todos,  ou outra amorosa velhinha que leu um livro óptimo em 1933 e pergunta se será possível arranjar-lhe um exemplar. Infelizmente, não se lembra do título do livro nem do nome do autor nem propriamente da história, mas lembra-se, isso sim, de que a capa era amarela.

quinta-feira, dezembro 15

LISTAS DE NATAL



(Robbi Musser)


Neste Natal, não arrisque mais peúgas quentinhas ou sacos de água quente coloridos no seu sapatinho, deixe na Pó dos livros a lista dos livros que gostaria de receber e mande cá os seus Pais Natal.

Natal em Portugal



Quando o Rafael entrou em casa do amigo esbugalhou os dois olhos que cintilaram ao ver a árvore de natal.
- Olha, olha tanta luz e bolinhas de cor!
No quarto do amigo foi ainda mais espectacular, bonecos, piões, jogos, livros e muitos outros brinquedos que nunca tinha visto na vida, a não ser talvez nas montras das lojas, onde quase nunca entrava. Tudo aquilo era para ele extraordinário, onírico, só mesmo nos contos de fadas. Nem queria acreditar que poderia brincar com tanto brinquedo durante todo o fim-de-semana. Que sorte, pensava ele, pois tinha sido convidado para ficar dois dias inteirinhos na casa da mãe do melhor amigo da escola primária. Embora a casa do amigo não fosse uma casa de ricos, longe disso, para os olhos do Rafael era como se fosse um daqueles palácios onde vivem os reis e as princesas, porque tudo cheirava a perfume, a limpo e os objectos da casa reluziam e certamente seriam de marfim, prata ou de ouro, até o gato era aristocrático. O Rafael estava feliz, notava-se no seu semblante. O dia passou num instante e quando o Rafael deu pela noite perguntou com ar triste:
- Tenho que ir já embora?
- Não Rafael, tu ficas cá a dormir.
- Viva, viva, não acredito!
-E sabes, antes de irmos dormir, vamos todos jantar ao centro comercial.
No centro comercial o deslumbramento foi ainda maior, as montras todas engalanadas com enfeites de natal, fizeram o Rafael abrir a boca maravilhado, agitado, com tanta solicitação colorida. Via-se que o Rafael não estava acostumado a ir a centros comerciais. Os corredores tinham bonecos mecânicos, ursos polares, renas, lobos e claro, o Pai Natal que se mexia sozinho. O Rafael teve medo de lhes tocar, pensou que eram verdadeiros. Passearam ao longo de muitas montras de lojas, mas só entraram numa, na livraria. O Rafael nunca tinha visto tanto livro junto, em casa dele não havia livros. Por isso, a mãe do seu melhor amigo ofereceu-lhe um livro. O Rafael ficou surpreendido e exclamou:
- Um livro! Que bom, é para eu brincar!?...
- Sim, é para tu leres.
Voltaram para casa e o domingo foi também de muita alegria. Quando chegou a hora de ir embora, o Rafael teve um gesto estranho que perturbou a mãe do melhor amigo da escola, de sobrancelhas caídas e olhos no chão o Rafael devolvia o livro que lhe tinham oferecido e que até ali não tinha largado.
- O que estás a fazer Rafael? Não gostaste do livro?
- Não, não… gostei muito.
- Então porque o estás devolver?
- Porque não é meu.
- Não é teu!?... Claro que é teu!
O Rafael sem querer acreditar, pergunta:
- É meu para  sempre?

Obviamente o Rafael não está habituado a receber prendas e pensou que a oferta do livro não passasse de um empréstimo. E foi mais ou menos por estas palavras que uma amiga minha me contou o seu fim-de-semana com o Rafael.
Rafael (nome fictício porque neste país a pobreza esconde-se) é um menino de sete anos, olhos grandes, negros, tez morena, expressão viva e inteligente. Uma criança como muitas outras, ou quase. O Rafael está a ter muitas dificuldades de aprendizagem, fruto, com certeza, do drama que está a viver. O Rafael, até há cerca de um ano, vivia com a mãe e com o padrasto, mas infelizmente tanto a mãe como o padrasto ficaram sem emprego e consequentemente foram desalojados. Não tendo mais soluções a família dividiu-se. A mãe do Rafael foi viver, de favor, em casa de uma amiga onde não cabe o Rafael e o padrasto, por sua vez, foi viver com um familiar e levou o Rafael.
Dramas destes sempre houve, o que se passa é que agora parecem cada vez mais e estão bastante mais perto de "nós".

Jaime Bulhosa

quinta-feira, setembro 8

10 nomes que tem que saber identificar para ser minimamente culto

Literatura

  1 - Homero
  2 - Dante Alighieri
  3 - Shakespeare
  4 - Miguel Cervantes
  5 - Luís de Camões
  6 - Victor Hugo
  7 - Liev Tolstói
  8 - Jorge Luís Borges
  9 - Fernando Pessoa
10 - Jane Austen

Filosofia

  1 - Sócrates
  2 - Platão
  3 - Aristóteles
  4 - Santo Agostinho
  5 - Baruch Espinoza
  5 - Voltaire
  6 - Immanuel Kant
  7 - Friedrich Nietzsche
  8 - Jean-Paul Sartre
  9 - Hannah Arendt
10 - Simone de Beauvoir

Pintura

  1- Michelangelo
  2 - Leonardo da Vinci
  3 - El Greco
  4 - Diego Velázquez
  5 - Rembrandt
  6 - Vicent Van Gogh
  7 - Picasso
  8 - Salvador Dali
  9 - Andy Warhol
10-  Paula Rego

Música Clássica

  1 - Johann Sebastian Bach
  2 - Franz Joseph Haydn
  3 - Wolfgang Amadeus Mozart
  4 - Ludwig van Beethoven
  5 - Franz Schubert
  6 - Frédéric Chopin
  7 - Richard Wagner
  8 - Johannes Brahms
  9 - Piotr Ilyitch Tchaikovsky
10 - Gustav Mahler

Ciências

  1-  Ptolomeu
  2 - Nicolau Copérnico
  3 - Galileu Galilei
  4 - René Descartes
  5 - Isaac Newton
  6 - Charles Darwin
  7 - Louis Pasteur
  8 - Marie Curie
  9 - Albert Einstein
10 - Stephen Hawking

 Ciências Humanas

    1 - Heródoto
    2 - Sun Tzu
    3 - Cícero
    4 - Erasmo de Roterdão
    5 - Nicolau Maquiavel
    6 - Montesquieu
    7 - Adam Smith
    8 - Sigmum Freud
    9 - Karl Marx
  10 - John M. Keynes

Religião

   1 - Moisés
   2 - Siddharta Gautama (Buda)
   3 - Jesus Cristo
   4 - Paulo de Tarso (São paulo)
   5 - Maomé
   6 - Martinho Lutero
   7 - John Calvin
   8 - João Paulo II
   9 - Papa Francisco
 10 - Dalai Lama

Personalidades Diabólicas

  1-  Nero
  2 - Calígula
  3 - Tomás de Torquemada
  4 - Os Bórgia (em Geral)
  5 - Rasputin
  6 - Adolf Hitler
  7 - Josef Stalin
  9 - Pol Pot
10 - Donald Trump

Personalidades Históricas

  1 - Alexandre Grande
  2 - Júlio César
  3 - Cleópatra
  4 - Constantino
  5 - Carlos Magno
  6 - Genghiskhan
  7 - Cristóvão Colombo
  8 - Gandhi
  9 - Winston Churchill
10- Nelson Mandela

Desporto

  1- Jesse Owens
  2 - Pelé
  3 - Muhammad Ali
  4 - Ermerson Fittipaldi
  5 - Garry Kasparov
  6 - Maradona
  7 - Nadia Comaneci
  8 - Michael Jordan
  9 - Cristiano Ronaldo
10- Lionel Messi    

1.000.000 de amigos


Com todos os defeitos, com todas as virtudes e apesar de um blog já não ser o que era,  a verdade é que o Blog da Pó dos Livros atingiu mais de um milhão de acessos.


Muito obrigado a todos os leitores. 

quarta-feira, setembro 7

40 Livros que deveriamos ler de autores portugueses nascidos no Séc.XX (e já falecidos)



Poemas de Deus e do Diabo; José Régio - 1901-1969

Mau Tempo no Canal; Vitorino Nemésio - 1901-1978

Léah; José Rodrigues Miguéis - 1901-1980

O Barão; Branquinho da Fonseca - 1905-1974

A Criação do Mundo; Miguel Torga - 1907-1995

Gaibéus; Alves Redol - 1911 -1969

O Fogo e as Cinzas; Manuel da Fonseca - 1911-1993

O Mundo Em Que Vivi; Ilse Llosa - 1913-2006

Para Sempre; Virgílio Ferreira - 1916-1996

Poesia Incompleta; Mário Dionísio – 1916 -1993

Sinais de Fogo; Jorge de Sena - 1919-1978

Retalhos da Vida de Um Médico; Fernando Namora - 1919-1989

Poesia Completa; Sophia de Mello Breyner Andresen - 1919-2004

Finisterra; Carlos de Oliveira - 1921-1981

Tanta Gente Mariana; Maria Judite de Carvalho – 1921 -1998

Memorial do Convento; José Saramago - 1922-2010

Contos do Gin-Tónico; Mário Henrique Leiria – 1923 – 1980

As Mãos e os Frutos; Eugénio de Andrade - 1923-2005

Pena Capital; Mário Cesariny - 1923-2006

O Sol nas Noites e o Luar nos Dias; Natália Correia - 1923-1993

Estou Vivo e Escrevo Sol; António Ramos Rosa - 1924-2013

No Reino da Dinamarca; Alexandre O’Neill - 1924-1986

A Invenção do Amor e Outros Poemas; Daniel Filipe - 1925-1964

O Delfim; José Cardoso Pires - 1925-1998

Comunidade; Luiz Pacheco - 1925-2008

Felizmente Há Luar; Luis Sttau Monteiro - 1926-1993

Xerazade e os Outros; Fernanda Botelho - 1926-2007

Um Amor Feliz; David Mourão-Ferreira - 1927-1996

463 Tisanas; Ana Hatherly – 1929 – 2015

O Que Diz Molero; Dinis Machado - 1930-2008

Um Falcão no Punho. Diário I; Maria Gabriel Llansol - 1931-2008

Apresentação do Rosto; Herberto Hélder – 1930 – 2015

A China Fica ao Lado; Maria Ondina Braga – 1932 -2003

Toda a Terra; Ruy Belo - 1933-1978

O Vendedor de Bichos; Emanuel Félix - 1936-2004

A Musa Irregular; Fernando Assis Pacheco - 1937-1995

Os Sítios Sitiados; Luiza Neto Jorge - 1939-1989

Antologia dos Sessenta Anos; Vasco Graça Moura - 1942-2014

Os Universos da Crítica; Eduardo Prado Coelho - 1944-2007

O Medo; Al Berto - 1948-1997

Pó dos Livros

quinta-feira, setembro 1

110 livros que deve ler pelo menos uma vez.


Literatura clássica
«Ilíada» e «Odisseia» — Homero
«As Torres de Barchester» — Anthony Trollope
«Orgulho e Preconceito» — Jane Austen
«Viagens de Gulliver» — Jonathan Swift
«Jane Eyre» — Charlotte Brontë
«Dom Quixote» — Miguel de Cervantes Saavedra
«Guerra e Paz» — Leon Tolstoi
«David Copperfield» — Charles Dickens
«A Feira das Vaidades» — William Makepeace Thackeray
«Madame Bovary» — Gustave Flaubert
«São Manuel Bueno, Mártir» — Miguel de Unamuno
«Middlemarch» — George Eliot
«A Celestina» — Fernando de Rojas
«Crime e Castigo» — Fiodor Dostoiévski

Poesia
«Sonetos» — William Shakespeare
«A Divina Comédia» — Dante Alighieri
«Os Contos de Cantuária» — Geoffrey Chaucer
«Poesia Selecionada» — William Wordsworth
«Poemas» — John Keats
«Terra Devastada» — T. S. Eliot
«Paraíso Perdido» — John Milton
«Topografia Poética» — Octavio Paz
«Uma Antologia» — William Butler Yeats
«El azor en el páramo» (Antologia Poética) — Ted Hughes (sem edição em português)

Clássicos modernos
«Retrato de Uma Senhora» — Henry James
«Em Busca do Tempo Perdido» — Marcel Proust
«Ulisses» — James Joyce
«Pedro Páramo» — Juan Rulfo
«Por Quem os Sinos Dobram» — Ernest Hemingway
«A Morte de Artemio Cruz» — Carlos Fuentes
«O Apogeu de Miss Jean Brodie» — Muriel Spark
«Cem Anos de Solidão» — Gabriel García Márquez
«O Jogo do Mundo» — Julio Cortázar
«Beloved» — Toni Morrison
«A Margarida e o Mestre» — Mikail Bulgakov
«O Professor de Desejo» — Philip Roth
«O Nome da Rosa» — Umberto Eco

Literatura romântica
«Rebecca» — Daphne du Maurier
«A Morte de Artur» — Thomas Malory
«As Relações Perigosas» — Pierre Choderlos de Laclos
«Eu, Cláudio» — Robert Graves
«Trilogia Sobre Alexandre Magno» — Mary Renault
«Pássaros Feridos» — Colleen McCullough
«Como Água Para Chocolate» — Laura Esquivel
«E Tudo o Vento Levou» — Margaret Mitchell
«A Bem Amada» — Thomas Hardy
«O Crepúsculo da Águia» — Jean Plaidy

Literatura Infanto-Juvenil
«Alice no País das Maravilhas» — Lewis Carroll
«O Faticeiro de Oz» — L. Frank Baum
«Fronteiras do Universo» — Philip Pullman
«O Rei Babar» — Jean de Brunhoff
«Os Meninos e o Comboio de Ferro» — Edith Nesbit
«Winnie Puff» — Alan Alexander Milne
«Contos de Grimm» — Irmãos Grimm
«Harry Potter» — J. K. Rowling
«O Vento nos Salgueiros» — Kenneth Grahame
«A Ilha do Tesouro» — Robert Louis Stevenson
«O Livro da Selva» — Rudyard Kipling

Ficção científica
«Frankenstein» — Mary Shelley
«Vinte Mil Léguas Submarinas» — Julio Verne
«A Máquina do Tempo» — H. G. Wells
«Admirável Mundo Novo» — Aldous Huxley
«1984» — George Orwell
«O Senhor dos Anéis» — J. R. R. Tolkien
«Os Mutantes» — John Wyndham
«Fundação» — Isaac Asimov
«A Exploração do Espaço» — Arthur C. Clarke
«Neuromancer» — William Gibson

Mistério
«O talentoso Ripley» — Patricia Highsmith
«O Falcão Maltês» — Dashiell Hammett
«As Aventuras de Sherlock Holmes» — Arthur Conan Doyle
«O Longo Adeus» — Raymond Chandler
«Um Espião Perfeito» — John le Carré
«Dragão Vermelho» — Thomas Harris
«Assassinato no Expresso do Oriente» — Agatha Christie
«Os Assassinatos da Rua Morgue» — Edgar Allan Poe
«A Mulher de Branco» — William Wilkie Collins
«Raylan» — Elmore Leonard

Livros que mudaram o mundo
«O Capital» — Karl Marx
«Os Direitos do Homem» — Thomas Paine
«O Contrato Social» — Jean-Jacques Rousseau
«A Democracia na América» — Alexis de Tocqueville
«Da Guerra» — Carl von Clausewitz
«O Príncipe» — Nicolau Maquiavel
«Leviatã» — Thomas Hobbes
«A Interpretação dos Sonhos» — Sigmund Freud
«A origem das Espécies» — Charles Darwin
«Enciclopédia» — Denis Diderot

Livros que influenciam a sua percepção sobre a vida
«Fernão Capelo Gaivota» — Richard Bach
«à Boleia pela Galáxia» — Douglas Adams
«Fora de Série» — Malcolm Gladwell
«O Mito da Beleza» — Naomi Wolf

Livros voluptuosos
«Satíricon» - Petrónio
«Decameron» - Giovanni Boccaccio
«Fanny Hill» - John Cleland
«A Minha Vida Secreta» - Casanova
«Justine» - Marquês de Sade
«Confissões Sexuais, de um Anónimo Russo» - anónimo
«Trópico de Câncer» - Henry Miller
«A História de O» - Pauline Reage
«Lolita» - Vladimir Nabokov
«Delta de Vénus» - Anaïs Nin